O papel da Economia Solidária no desenvolvimento sustentável

 Tema: Economia Solidária


Discentes: Marcela Gerardi - 11721ADM212, César Augusto Santos Silva - 11721ADM011 , Giovanna Macedo Silva - 11721ADM241, Sheyna Nascimento - 114411DIT038



Economia solidária é uma forma autônoma de gerir os recursos humanos e naturais de maneira que as desigualdades sociais sejam reduzidas a médio e longo prazo. Esse tipo de economia se difere das outras por repensar a relação com o lucro, pois transforma-se o trabalho gerado em benefício para a sociedade como um todo e não apenas uma parte dela.


Para concretizar essa economia é necessário que as partes que se associam para produzir, comercializar, consumir ou poupar estejam organizadas de forma igualitária, de forma que essa associação seja entre iguais em vez de contrato entre desiguais. Nesse sentido, o princípio básico da economia solidária é que todos os sócios devem ter a mesma parcela sob o capital e o mesmo direito de voto em todas as decisões. Então, se a cooperativa progredir e acumular capital, todos ganham por igual. 


Nesse tipo de economia os sócios não recebem salário, e sim retirada, que varia conforme a receita obtida. Os sócios decidem de forma coletiva em assembleia se essas retiradas serão iguais, diferenciadas, em que período, se possui limite, etc. 


As vantagens de adotar uma economia solidária é que esse modelo ele se caracteriza como sustentável, não existe a relação de descrição de pirâmide de cargos, trabalhadores interessados e empenhados para a execução de suas atividades, preservação de valores culturais e empenho social. As desvantagens são que na maioria das vezes possui um capital baixo de recursos, dificuldades de encontrar parcerias, baixa tecnologia e a falta de capital de giro. 


Para exemplificar esse tipo de economia o grupo decidiu trazer um projeto de extensão da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Uberlândia por meio do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps/PROEX/UFU) chamada “Feirinha Solidária da UFU” . O projeto atende a comunidade local e leva a proposta de alimentação saudável a todos desde a sua fundação (2015) a partir do trabalho do Núcleo de Agroecologia e Produção Orgânica da UFU (NEA/Cieps/UFU), que vinha, desde 2013, acompanhando com cursos e assessoramento técnico e político os grupos de agricultores que desejavam fazer a transição agroecológica. Tal projeto se torna importante tanto para os alunos como para os produtores. Visto que os estudantes têm a oportunidade de aplicar seus conhecimentos em gestão auxiliando no empreendimento dos produtores. Por outro lado, tais produtores têm a possibilidade de trazer um maior conhecimento dos seus produtos pela sociedade local que participa da feirinha, além de demonstrar que produtos saudáveis podem ser saborosos. 


Fazendo uma breve panorama sobre a agroecologia que é a base para a feira solidária, se trata de uma  ciência que busca a adoção de tecnologias e práticas em sistemas produtivos onde buscam reproduzir os processos como ocorrem na natureza evitando assim romper com o equilíbrio ecológico que dá a estabilidade aos ecossistemas naturais.  


E como resultado apresentando  benefícios significativos tanto para o produtor que adota este modelo de produção quanto para o consumidor que terá em suas mesas alimentos  cuja origem vem de uma produção transparente e comprometida a sustentabilidade e qualidade do produto que é livres de resíduos químicos , uma vez não utilizados fertilizantes sintéticos solúveis e agrotóxicos, contribuindo também para a segurança alimentar e com a conservação e melhoria ambiental, por meio do uso responsável do solo,da água, do ar e demais recursos naturais. 


Enfim, a economia solidária é uma proposta diferente no mercado, visto que tem como objetivo trazer um desenvolvimento sustentável a partir de processos que tendem a diminuir os impactos negativos que muitos empreendimentos têm trazido à natureza. Além disso, há uma busca pelo desenvolvimento social a partir da proximidade entre produtor e consumidor. Tal relação tende a trazer uma valorização desse produtor que demonstra maior confiabilidade da qualidade dos seus produtos por possuírem origens sustentáveis.  

 










Referências: 


https://www.ecycle.com.br/economia-solidaria/

https://www.instagram.com/feirinhasolidariaufu/?hl=pt-br

https://pt-br.facebook.com/feirinhasolidariaufu/




ANDRADE,Mariana. Feirinha solidária, FAMED,2019. Disponível em: <https:http://www.famed.ufu.br/unidades/extensao/feirinha-solidaria

Acesso em 22 de setembro de 2021.



Feirinha Solidária da UFU. Cieps. Disponível em: <https:http://www.cieps.proexc.ufu.br/node/183  

Acesso em 22 de setembro de 2021.


Economia Solidária : a moeda social e o caso de Palmas.Politize! Dezembro de 2018. Disponível em: <http:shttps://www.politize.com.br/economia-solidaria-moeda-sial-caso-de-palmas/   

Acesso em 22 de setembro de 2021.

 


Agroecologia e o direito humano à alimentação adequada:Tradução do relatório de Oliver de Schutter Relator especial da ONU para o direito à alimentação. CAISAN, 2012. Disponível em: <https:https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/seguranca_alimentar/caderno1_sisan2012.pdf   Acesso em 22 de setembro 2021. 



Agroecologia beneficia consumidores, agricultores e meio ambiente. EMBRAPA,2014.Disponível em <https:https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2075161/agroecologia-beneficia-consumidores-agricultores-e-meio-ambiente   acessado em 22 de setembro 2021. 


Comentários

  1. Ótimo exemplo apresentado pelo grupo mostrando a Feirinha Solidária da UFU, onde a economia solidária se mostra pelos princípios de solidariedade, da cooperação e da responsabilidade, sendo uma alternativa inovadora na geração de trabalho e também inclusão social.

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  2. Muito interessante o grupo trazer o exemplo da feirinha solidária da UFU, que é um projeto que beneficia não apenas quem produz mas toda a comunidade.

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  3. Tive contato com a feirinha solidária em outra disciplina, e realmente é um projeto belíssimo! Ótima abordagem do grupo, e nada melhor para exemplificar tal dinâmica do que um projeto tão próximo de nós, e que beneficia tantas pessoas da comunidade.

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  4. Muito bom o exemplo da Feirinha Solidária UFU, lembrando que a mesmas também funciona nos moldes da agricultura familiar, que é a responsável por boa parte dos alimentos que chegam na mesa dos brasileiros. E prática da economia solidária traz, como citado pelo grupo, a forma igualitária nas relações de trabalho, substituindo a mais-valia pela cooperação entre os participantes. Assim como boa parte dos meus colegas de curso, fiz um trabalho sobre a Feirinha na matéria de Estratégia Mercadológica da professora Cristiane Betanho, e lembro da mudança na perspectiva sobre a economia solidária e agricultura no Brasil, o pequeno produtor e trabalho nos moldes da economia solidária são a base para nossa alimentação.

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  5. Que bacana, eu particularmente não conhecia muito esse termo, porém este ato é muito comum principalmente em cidades pequenas e com pessoas mais velhas, com experiências e necessidades também. Pois no caso como esta ferinha ajuda muito aquelas pessoas que podem melhorar um pouco a situação financeira através de recursos que já tem em casa, como o plantio de legumes e verduras.

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  6. Tive o prazer de participar de dois projetos de economia solidária em duas disciplinas da professora Cristiane Betanho. Ambos os projetos envolviam apresentar planos de marketing para o agricultores da Feirinha Solidária da UFU. Estes projetos me apresentaram a uma perspectiva diferente em relação a este tipo de atividade. É tão importante o impacto que a economia solidária tem em muitas famílias carentes e tão essencial o apoio que estes projetos recebem da universidade, os professores e os alunos. Vejo um potencial de transformação muito grande na econômica solidária no Brasil. Tudo depende da boa vontade do governo e da visibilidade por parte da população.

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