A palavra consciência remete a noção que um indivíduo tem em relação às coisas ao seu redor, ao mundo em que vive e a diversos outros elementos. Ela é o conhecimento reflexivo de um todo. Já a consciência social representa o nível de entendimento de cada pessoa sobre seu papel nas esferas sociais (família, trabalho, cidade, entre outras). Essa percepção ajuda a desenvolver, principalmente, o respeito, discernimento e empatia, além de contribuir para a vida em sociedade.
Ela é algo que pode ser formado começando pela convivência familiar, por meio de reflexões e principalmente por ações que irão firmar esses pensamentos. Quem tem consciência social tem melhor capacidade de interpretação e sabe discernir entre o certo e o errado com maior facilidade, conhecendo o quanto certas atitudes podem favorecer ou prejudicar o desenvolvimento dos outros.
Durante a pandemia, fomos inseridos em um contexto totalmente diferente do que estávamos acostumados. Tudo mudou, novas leis e novas regras tanto políticas quanto sociais surgiram, e junto com elas veio a busca pela compreensão do novo, uma ascensão nas desigualdades já existentes, e uma aceleração na formação da consciência social. Diante das novas medidas que foram mundialmente adotadas, o despreparo, em particular, da população brasileira para enfrentar esse tipo de evento, criou uma certa resistência entre as pessoas para adotar as normas estabelecidas.
Práticas como o uso obrigatório de máscaras, assim retratado na figura, o isolamento social e o distanciamento foram as que exigiram maior consciência social para serem cumpridas. E infelizmente, após mais de um ano de pandemia, muitos só criaram essa consciência após perderem algum ente querido para o vírus, fazendo com que finalmente entendessem a importância de praticar as restrições.
Portanto, nós como cidadãos devemos exercer ao máximo a consciência social e o nosso papel perante o momento de pandemia que estamos vivendo. Praticar a empatia com o próximo, entender o quão grave é o descumprimento das regras e o quanto isso pode e está prejudicando diversas famílias é o passo inicial para que possamos mais rápido do que nunca sair dessa situação alarmante.
Referências:
O que é consciência social e porque isso é importante para seu filho? Belo Horizonte, 2020.
Disponível em:
Adorei o texto e o fato de trazerem o assunto para o nosso momento atual, pois é um assunto bastante importante de ser tratado e ressaltado, ainda mais no ambiente pandêmico que estamos vivendo. Nossa consciência social e empatia neste momento delicado, podem salvar uma vida!
ResponderExcluirExatamente. A pandemia fez aflorar em algumas pessoas o senso social, seja pela consciência social ou não. Mas algumas pessoas aprenderam e estão aprendendo da pior forma, pela dor. Por outro lado, há pessoas que ainda não aprenderam nada. Descumprem medidas restritivas, se recusam a tomar vacina, se recusam a usar mascaras, coisas simples que ajudam nesse momento difícil.
ResponderExcluirA pandemia trouxe uma nova forma de organização através do isolamento social, e de novas práticas de vivência, levando o ser humano a pensar e a redescobrir a conviver em grupo em tempos difíceis.
ResponderExcluirMuito bom a forma em que o grupo demonstrou o conceito de consciência social em tempos em que ainda estamos vivendo. Trouxe um exemplo mais real do que acontece e demonstra que nossa consciência social pode salvar vidas.
ResponderExcluirPontos muitos pertinentes sobre consciência social, e acredito que a consciência social está diretamente ligada a empatia, o ato de se colocar no lugar do outro faz com que sua consciência social seja mais aflorada ainda. O que podemos aprender nessa pandemia foi que muitas pessoas tiveram essa ausência de empatia, resultando em pouca consciência, que trouxe muitos danos como o agravamento da pandemia que teve em consequência a superlotação de leitos, mortes, atrasos escolares, percas financeiras na empresa, e outros fatores...
ResponderExcluirCom a pandemia conseguimos ver o quanto faltou consciência social, desrespeitando normas que são necessárias para o bem comum só para atender a desejos momentâneos e individuais.
ResponderExcluirMuito pertinente o artigo 👏🏼👏🏼 Realmente durante a pandemia podemos perceber o quanto está faltando a consciência social no dia a dia.
ResponderExcluirNa minha percepção, o principal problema da falta de consciência social é a falta de empatia. Como diz o ditado, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Presenciei alguns casos de pessoas que só passaram a acreditar na doença depois que perderam entes queridos, como vocês exemplificam. Lamentável o impacto da indiferença, que pode levar até a mortes, como aprendemos na pandemia.
ResponderExcluirAluno: Bruno Ramos (não consegui comentar logado no meu perfil)
Sem dúvidas a falta de consciência social agravou e dificultou o enfrentamento sobre as causas e efeitos gerados pela pandemia do novo coronavírus. A falta de empatia, como citada pelo texto, além do negacionismo e propagação de fake news, agravaram nossa situação diante de uma crise humanitária e colapso da saúde pública. Em uma visão mais otimista, talvez possamos compreender as lições deixadas pela pandemia no futuro, assim como o entendimento sobre a importância de sermos mais conscientes em relação a esse mesmo futuro.
ResponderExcluirTexto claro e objetivo que relaciona muito bem os conceitos de consciência e conciência social com o momento pandemico. A pandemia e as medidas de restrição para tentar conter a proliferação do vírus covid-19 aceleram ainda mais a digitalização das coisas e fez com que surgissem novas formas de se relacionar, de estudar de trabalhar. (Novas relações devido sociais e de trabalho). Mas precisamos ter consciência/conciência social para entender que existe uma grande diferença socioeconômica e que nem todos conseguem se adaptar/acompanhar essas mudanças tecnológicas e que há várias realidades socioeconômica no mundo, no Brasil e até mesmo no nosso próprio bairro. Diferença de recursos, de conhecimento... e precisamos ter sensibilidade para perceber todas elas.
ResponderExcluirEsse tema é muito relevante pra mim. Trabalho numa empresa de nível nacional e volta e meia recebíamos informações sobre esses cuidados durante a pandemia. O pior de tudo é que seguíamos o que pediam e víamos os gestores e CEOs sem máscara (todos tinham um apoio muito grande as ideias de nosso presidente) e pensava: "O cara que eu admirava não dá exemplo, será que o que eu estou fazendo realmente é relevante. Se uma pessoa com muito mais discernimento que eu não segue as orientações, quem está certo?".
ResponderExcluirComecei a agir por mim, vou fazer a minha parte. Já tenho consciência da situação e vou fazer o meu melhor para seguir as orientações.
De fato, as coisas mudaram. Muitos familiares de CEOs ficaram acamados pelo COVID e passaram a respeitar mais os protocolos, não pelo amor ao próximo e sim pela dor que tiveram que passar.