Consciência social? Para quem?

Você já parou para pensar, enquanto cidadão, sobre a consciência social? De onde vem esse conceito e onde ela é aplicada?


                                             


Antes de qualquer coisa, é importante dizer o que é consciência social. A consciência social está relacionada ao modo em que nós, enquanto cidadãos, nos vemos e reconhecemos enquanto sociedade e coletividade. A presença ou ausência dessa consciência, pode definir modos e comportamentos sociais.

A consciência social está diretamente relacionada à responsabilidade, uma vez que a responsabilidade social é o conjunto de atividade e ações desenvolvidas na sociedade contemporânea. Mas e as organizações? Como se dá a consciência social?

A consciência social, pautada na responsabilidade surge através do compromisso das organizações com a sociedade em que essa organização está inserida. A sua atuação pode ir além da geração do lucro. A responsabilidade social nas organizações parte do princípio da atuação responsável, ética de modo a haver harmonia e equilíbrio, e assim contribuir para a promoção do desenvolvimento social (TENÓRIO, 2006, p.25).

Corroborando ao que Tenório menciona sobre os princípios da responsabilidade social, GAMBLE; THOMPSON (2012) apontam que a responsabilidade social está assentada no pilar do equilíbrio entre a responsabilidade econômica, legal, ética e filantrópica. Agir com base na responsabilidade social envolve compreender ações que ganhem confiança e o respeito de todos os stakeholders.

E atuar com responsabilidade social envolvem três ações: Ações para proteger o ambiente e, em particular, minimizar ou eliminar qualquer impacto adverso no ambiente oriundo das atividades da própria empresa; ações para criar um ambiente de trabalho que melhore a qualidade de vida dos colaboradores; e ações para construir uma força de trabalho que seja diversa com respeito ao gênero, raça, nacionalidade e talvez em outros aspectos que pessoas diferentes tragam para o local de trabalho (GAMBLE; THOMPSON, 2012).

Partindo dessa concepção da responsabilidade social, Morgan (2002) traz como exemplo um caso nos EUA, o uso de amianto na construção civil. Entretanto esse material causa inúmeros problemas à saúde da população quando exposto. Considerando esses problemas, os planos de saúde e de vida pararam de atender pessoas que apresentassem problemas relacionados ao amianto, o que caracteriza um comportamento antiético com a população que busca o serviço oferecido por essas empresas, demonstrando a ausência de consciência e responsabilidade social das empresas de plano de saúde.

Diante do exposto, podemos concluir que a consciência e responsabilidade social são de fundamental importância, tanto para a organização que pratica quanto para o público (colaboradores e população), pois essa estratégia faz com que a sociedade veja a responsabilidade que a organização tem com o próprio povo. Entretanto, é importante reconhecer a existência de empresas que mencionam a responsabilidade enquanto foco, mas não praticam e aquelas que atuam para além da lucratividade, tendo a responsabilidade social e ambiental como visão organizacional.


Mas e você, enquanto cidadão, desenvolve alguma atividade de cunho social, de modo a tentar reduzir a desigualdade? E quando for um gestor, quais ações sociais você iria propor à organização?


 Referências utilizadas:

TENÓRIO, F. G. Responsabilidade social empresarial: teoria e prática: Rio de Janeiro: FGV, 2006

GAMBLE, J. E.; THOMPSON, A. A. Estratégias de ética empresarial, responsabilidade social corporativa e sustentabilidade ambiental. In: GAMBLE, J. E.; THOMPSON, A. A. Fundamentos da administração estratégica: a busca pela vantagem competitiva. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. Cap. 9, pág. 180 – 199.

MORGAN, G. A FACE REPULSIVA: As Organizações Como Instrumentos De Dominação. In: MORGAN, Gareth. Imagens da organização. [S. l.s. n.], 2002. cap. 9, p. 301 - 342. 

Grupo 5: Arnaldo Ferreira, 
Ingrid Gonçalves, João Paulo Domingues e José Maria.

Comentários

  1. Diante do exposto, percebemos que nem todas as pessoas tem a capacidade de perceber a sociedade ao seu redor. E é muito importante que entenda isso como o reflexo de ações públicas, como a educação e a saúde, afeta a sociedade em todos os níveis. E também como as atitudes de cada pessoa - com as suas ações individuais - afetam os outros.

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  2. Interessante apresentar esse exemplo para que possamos analisar mais as empresas em que compramos ou contratamos, porque se não observamos essa contribuição social da empresa, podemos estar colaborando com tais atitudes antiéticas.

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  3. Muito legal a forma que abordaram o tema, principalmente evidenciando que existem três ações que podemos atuar com a responsabilidade social. Para muitos responsabilidade social é apenas minimizar impactos ao meio ambiente, porém, com o texto, fica claro que vai além disso.

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  4. Muito bem colocado, o texto nos faz refletir se temos realmente noção do quanto as empresas das quais consumimos seus produtos, são realmente responsáveis socialmente. E nos induz a investigar melhor para que não sejamos enganados.

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  5. Interessante e de extrema importância a reflexão que o texto nos desperta, de nos questionarmos se as empresas que pregam discursos como os de cunho consciente sobre aspectos sociais realmente praticam aquilo que propagam, e se realmente estamos praticando aquilo que idealizamos.

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  6. É quase que inconsciente a maneira como nós ignoramos essas questões sociais quando nos voltamos ao consumo, e às empresas das quais compramos. Em um momento, pregamos práticas sociais e sustentáveis, em outro, compactuamos com empresas que vão pro caminho oposto. Muito bacana a reflexão!

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  7. Muito interessante os exemplos expostos, podemos ver o quanto muitas vezes a responsabilidade social é deixada de lado.

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  8. Nessa crise, temos visto algumas empresas se solidarizarem, doando parte de sua receita para o sistema de saúde, produzindo aparelhos de álcool em gel e transportando-os para hospitais, e destinando recursos financeiros para pequenas empresas. E, no caos que parece ter surgido, vemos criatividade, união, empatia e a capacidade de ajudar os outros a se mostrarem nas empresas e nos negócios.

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  9. Muito bom texto, ressaltando a importância de ações empresarias voltadas não somente à lucratividade, como também a todo ambiente ao qual ela está inserida. Organizações, com fins lucrativos ou não, são parte importante da nossa sociedade, elas promovem a relação de empresa-trabalhador e empresa-cliente, sendo assim voltar a atenção para o crescimento sustentável, que não gera impacto negativo para os envolvidos, é mais que necessário, trata-se de um dever. De nada adianta um empresa que desrespeita funcionários e leva valor ao cliente, assim como o contrário. Isso define a sustentabilidade do crescimento destas organizações, uma sociedade crescente permite que essas empresas cresçam em conjunto, logo a organização é geradora e colhedora de ações sustentáveis.

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  10. Ótimo texto. Bastante abrangente e aborda pontos extremamente importantes. A consciência social molda as nossas atitudes e faz perceber o impacto delas para nós mesmos, para nossa família, para a sociedade e para o mundo que vivemos. Trazendo para o contexto da pandemia a ato de usar máscara, de lavar as mãos e do distanciamento social quando possível faz com que tentando evitar contrair o covid-19, evitaremos também que outras pessoas venham contrariar através de nós. Porém, precisamos ter consciência social das diferenças sociais. Que nem todos possuem os recursos para tentar se proteger do covid-19 e que é necessário ações individuais, grupais (de entidades religiosas/ONGs) e de organizações
    Privadas para tentar amenizar os impostos dessas diferenças.

    As pessoas estão mais atentas as responsabilidades sociais da empresas. E empresas que não possuem perenidade, que não estão cimpromitidas com responsabilidade social e econômica e com redução das desigualdades podem estar fora do "radar" de muitos consumidores. Recentemente ganhou visibilidade um o caso de um plano de saúde que inpos assinatura do marido para que as mulheres pudessem colocar o DIU (anticoncepcional) supostamente para não ter que cobrir os custos com a cirurgia que não é um procedimento de esterelidade mas um método contraceptivo. A medida não é prevista por lei e pode ter ferido o princípio constitucional da igualdade. Outro exemplo de consciência social (ou da falta dela) foi o caso de uma operadora de telefonia que ao receber a denuncia de um suposto estupro por parte de uma das funcionárias a um canal interno a empresa demitiu a possível vítima.
    Atualmente para que as empresas se mantenham competitiva, permaneçam no mercado conquistando a confiança dos clientes é ter consciência do impacto que sua atividade pode ter na vida das pessoas e no espaço em que atua.

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  11. Muito interessante a postagem. A responsabilidade social então é um equilíbrio entre a proteção do meio ambiente, um ambiente de trabalho que melhore a vida do trabalhador e ações para construir uma força de trabalho. Esse equilíbrio depende dos gestores, funcionários e clientes, uma vez que não é possível alcançar as três ações sem o comprometimento desses três elementos.
    Pensando no meu lado como cliente sou uma consumidora que fecha muitos os olhos para questões sociais, principalmente compras diárias (produto de limpeza, por exemplo) muito difícil olharmos qual empresa atua com responsabilidade social ou que tente minimizar esses problemas sociais. Um incentivo para preocupar mais e se possível buscar empresas que seguem esse caminho!!!

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  12. Como dito no texto, a consciência social é muito importante e faz com que as pessoas além pensar nos próprios interesses, entender também os impactos das atitudes na sociedade e no ambiente. Trazendo esse tópico de consciência para as empresas, várias delas se dizem conscientes, pensando no meio ambiente e bem-estar da população, mas na verdade fazem isso pensando no seu objetivo fim que é gerar lucros (aqui falo de empresas privadas com fins lucrativos). A maioria das empresas não são honestas porque querem, sendo éticas e morais e sim porque caso não seguirem tais condutas, podem ser massacradas pela sociedade e perder lucratividade.

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  13. A responsabilidade social, muitas vezes no Brasil é vista como apenas um ato de "caridade" quando na verdade como mencionado a cima ele é o equilíbrio entre a responsabilidade econômica, legal, ética e filantrópica. A empresa indo além da visão de lucro, mas colaborando para fazer do ambiente que ela esta inserido um gabinete melhor, trazendo para nós o senso de coletividade não só ulhar para o "NOSSO", papel de cidadão e suas responsabilidades onde esta inserido.

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