A gestão
social envolve o setor público e privado e necessita do engajamento de diversos
setores sociais. Está relacionada à constituição de 1988 e, conseqüentemente, à
obtenção de direitos como saúde, alimentação, educação e segurança. Esses
direitos referem-se aos direitos da população. São esforços coletivos
envolvendo a iniciativa pública e privada para sanar as necessidades oriundas
das pessoas. Esses direitos são viabilizados por meio de programas, projetos e
serviços pertinentes à sociedade. A gestão social também é relativa à esfera
econômica, política e ambiental.
A gestão
social no Brasil é complexa e assimétrica. Em um cenário que envolve vasta área
territorial, desigualdade territorial, desigualdade social, diferenças
culturais, crescimento acelerado das cidades, aglomeração, concentração de
renda, entre outros. O Brasil é um país de muitas riquezas, mas devido a sua
grande dimensão geográfica e populacional, bem como as diferenças regionais
e/ou municipais apresenta um cenário complexo para a gestão social demandando
sensibilidade e esforços conjuntos de cooperação no âmbito público e privado. É
possível perceber devido à conjuntura atual que as políticas públicas e os
esforços da iniciativa privada foram insuficientes para amenizar as desigualdades
no país e atender as necessidades da população.
Atualmente
a gestão social no Brasil se dá tanto por meio do poder estatal com os
programas de transferência de renda, como Bolsa família e Auxílio emergencial, auxílios
voltados para distribuição de alimentos através das escolas públicas federais,estaduais
e municipais, bolsas para aquisição de eletrônicos e pacotes de internet por
meio de institutos Federais, bolsas de estudos, programas para primeiro
emprego, entre outros. No setor privado há programas voltados para distribuição
de alimentos, para educação de crianças, cursos profissionalizantes gratuitos
para jovens e adultos, programas para inclusão da diversidade e de
responsabilidade social ambiental como, por exemplo, o reflorestamento.
Neste
cenário desfavorável, busca-se a possibilidade de uma gestão democrática,
participativa, na formulação de políticas públicas e de políticas sociais e
ambientais. Essas políticas tentam a todo momento trazer uma maior noção de responsabilidade social à população.
Quando olhamos a imagem trazida, conseguimos observar como essa
responsabilidade está longe do ideal.
Dado o
exposto, o cenário não é nada animador e nossas lideranças passam cada vez
menos segurança de que a desigualdade social está perto de um ponto final.
Constatando que as ações construídas pelo estado, mal garantem direitos
universais. Nesse contexto, nós dependemos de um modelo de gestão social onde
os principais agentes são oriundos de outros setores, basicamente o setor
privado.
Referências:
1 GONÇALVES, Maria Tereza; KAUCHAKJE, Samira;
MOREIRA, Tomás Antônio. Modalidades de gestão social no Brasil. InSitu –
Revista Científica do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e
Gestão do Espaço Urbano, [S.l.], v. 1, n. 2, p. 131-154, dez. 2015. ISSN
2446-9696. Disponível em:
<http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/article/view/349>.
Acesso em: 19 ago. 2021.
2 CANÇADO, Airton Cardoso; CALOU, Ângela Lima;
TENÓRIO, Ernando Guilherme; SILVA, Joselina; Gestão Social Práticas em Debate,
Teorias em Construção; 1º Edição; Laboratório Interdisciplinar de Estudos em
Gestão Social UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ/CAMPUS CARIRI; Acesso em: 19 ago.
2021.
https://gestaosocial.paginas.ufsc.br/files/2011/07/Livro-1-Cole%C3%A7%C3%A3oEnapegsV1_Gest%C3%A3oSocialPraticasDebatesTeoriasConstru%C3%A7%C3%A3o.pdf

A gestão social é, de fato, uma necessidade no Brasil. É visível a falta de gestão em algumas áreas, atividades e programas que visam atender à população, como é o caso de alguns exemplos que vocês citaram (bolsa família, auxílio emergencial, programas sociais nas escolas e etc.). Eu vejo essa falta de gestão nos problemas e deficiências encontrados nos programas sociais e na crise enfrentadas pelos órgãos de assistência social do país.
ResponderExcluirRealmente o governo deixa a desejar em relação à boas políticas de gestão social, o que tem sido feito não chega nem perto de ser o suficiente para diminuir as desigualdades e proporcionar uma melhor qualidade de vida para aqueles que necessitam.
ResponderExcluirO grande problema dessa desigualdade social é que isso vem de muito tempo, uma família que cresce em uma situação de pobreza pode levar gerações para mudar seu status social. No sistema em que vivemos, e no cenário de um país em desenvolvimento, os interesses que predominam em nossa sociedade são os da classe dominante, e nos últimos anos essa divisão tem se tornado mais forte, e isso sempre será um vetor para desigualdade social. Temos um longo caminho e muito o que melhorar em relação à gestão social do Brasil. As iniciativas públicas e privadas não são suficientes para diminuir a desigualdade social sequer a curto prazo.
ResponderExcluirRealmente o país tem problemas gritantes em relação à desigualdade. De acordo com o site do CFA (Conselho Federal de Administração), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a desigualdade aumentou em quatro das cinco regiões do país. Para acabar com esta diferença, uma das medidas propostas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é triplicar o ritmo de expansão da produção nacional e dobrar a participação do investimento em infraestrutura para que a renda per capita do brasileiro dobre nos próximos 30 anos.
ResponderExcluirRealmente, estamos em um cenário muito triste. Concordo com o texto sobre o ponto de vist que as nossas lideranças não nos passam segurança sobre o fim e os caminhos para acabar com a desigualdade social e que as ações do estado não garantem os nossos direitos universais. Nós nos tornamos dependentes da gestão social do setor privado.
ResponderExcluirÉ visível a tristeza que transparece o nosso cenário atual. Como foi citado no texto, a maior parte de nossas ações para a gestão social dependem do setor privado, nos encontramos em um momento onde os setores estatais do nosso país não dão esperanças para a população de uma melhora. Esse descaso com questões tão importantes e que se refletem em vários âmbitos da sociedade, nos passam uma sensação de caos e insegurança com a gestão pública e social do nosso país, o que como consequência ocasiona em dependermos do setor privado em grande parte da nossa gestão social.
ResponderExcluirInfelizmente nós vivemos em um país que possui uma falha gestão social, assim como retratado no texto. Enfrentamos um sistema que sabe produzir mas não sabe distribuir adequadamente, que joga milhões no desemprego todo ano, que devasta o meio ambiente e onde a riqueza está nas mãos dos mais poderosos. Enquanto não houver políticas de investimento no ser humano, na sua formação, na sua saúde e bem-estar, em informação, não haverá grandes transformações e mudanças sociais. Felizmente, o terceiro setor veio como uma alternativa para aumentar a participação da população e trazer respostas inovadoras para esses empasses.
ResponderExcluirComo o texto mesmo disse, por mais que tenham projetos no setor público e privado para amenizar as desigualdades na sociedade, eles não são suficientes, tanto é que a desigualdade social só aumenta no país. É chocante olhar os números e ver que cerca de 1% da população mundial detém de 99% da riqueza, desencadeando vários problemas sociais como a fome. Não faz sentido algumas pessoas terem tanto dinheiro enquanto outras estão passando fome, e é por isso que temos que lutar e buscar cada vez mais que o governo tome providências, seja com relação à impostos para essa pequena parte da população que detém capital como mais incentivo e conscientização das empresas privadas para atuar na diminuição da desigualdade social.
ResponderExcluirO Brasil é a 12° no ranking de maiores economias no mundo, no entanto, somos o 10° país com mais desigualdade social, segundo o relatório da Pnud. Em 2021 o Brasil voltou ao mapa da fome novamente. Além disso, mais 35 milhões de pessoas não tem acesso a água potável e mais de 57% não tem acesso a coleta e tratamento de esgoto adequado, o que é vergonhoso. Claro que o setor privado tem o seu papel, mas a função de prover o básico a população é dever do estado. Em um país em que a pretensão para o fundo eleitoral é de 5,7 bilhões de reais e há hospitais e escolas públicas sucateadas, boa parte da população sem tratamento de esgoto adequado, moradias inadequadas, a insegurança alimentar que atinge 30% da população, desemprego batendo 14,7% e mesmo com tudo isso, pouca indignação, é um país que perpetuará na pobreza. Precisamos sim da iniciativa privada, mas é necessário cobrar mais ainda a gestão social do estado pois essa é a sua função.
ResponderExcluirA gestão social enfrenta diversos confrontos complexos e o modelo de gestão adotado ao longo do tempo tem se mostrado insuficiente diante dessa complexidade. Por outro lado, alguns apontaram que a intenção ideológica em torno da participação democrática na gestão é administrar a hegemonia do país, portanto essa tensão pode representar o potencial entre eficiência e democracia.
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