Movimentos sociais: vamos à luta!

 

Os movimentos sociais são grupos que lutam em defesa de diretos que por vezes são negligenciados ou até mesmo ridicularizados por questões pretéritas como por exemplo preconceito. Dentre esses grupos temos como exemplo, a comunidade LGBTQIA+, movimento feminista, movimento negro, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros.

Desse modo, os movimentos sociais exteriorizam seus anseios e elaboram uma pauta política que os aproxima da construção do Direito à Cidade, como evidenciado pelas palavras de Tavolari (2016, p. 93) “na cidade não queremos só a terra, nós queremos o direito à cidadania, à vida na cidade” (ARAÚJO FILHO, 2019, p. 62).

A luta por cidadania perpassa pela concepção do movimento social, no qual estes lutam por igualdade, equidade e dignidade. Por isso, a concepção do Direito à Cidade é um termo que se faz presente na construção da cidadania através dos movimentos sociais. Pois de acordo com Araújo Filho (2019, p. 62) para construir “o Direito à Cidade é preciso pensar uma cidade que seja democrática, que ofereça experiências urbanas análogas a todos os cidadãos, independente de classe social”, orientação sexual, etnia, gênero e outros.

Mas para além da construção de uma cidade justa, os movimentos sociais lutam por respeito e direitos, seja de gênero, étnico e/ou outros. A título de exemplo, mais uma vez o Afeganistão foi tomado pela extrema direita religiosa, o Talibã. Talibã é um grupo religioso que iniciou em meados dos anos de 1979 com intuito de expulsar a tropa soviética que havia invadido o país.

Financiado pelos EUA, o Talibã atinge o objetivo (expulsar a tropa soviética). Porém, após esse período inicia um conflito interno entre os combatentes para ver quem tomaria o poder do país. Pautado numa concepção distorcida do alcorão (livro sagrado do Islã), o Talibã toma o poder do país, entre os anos 1996 e 2001, e rompe com os direitos das mulheres de saírem desacompanhadas dos maridos, de estudar, de mostrar o rosto e outros direitos.

Após 2001, o grupo sai do poder do país e é iniciado outro governo. Entretanto, mesmo o grupo terrorista não estar efetivamente no poder, eles ainda assustavam os afegãos. O caso mais conhecido é o da ativista pela educação das mulheres Malala Yousafzai, que sofreu um atentado em 2012, no ônibus escolar.

Mais recentemente, o grupo terrorista Talibã toma mais uma vez o poder do Afeganistão e coloca em prática sua crença, principalmente sobre as limitações de direito das mulheres. Entretanto, um grupo de mulheres lutam por seus direitos através de movimentos organizados entre elas, algumas protestam com cartazes e outras através da arte, como por exemplo Shamsia Hassani.

O que podemos concluir sobre os temas e exemplos abordados nesse tópico é que os movimentos sociais são de fundamental importância para a luta de direitos sociais, econômicos e políticos dos cidadãos. Observa-se ainda que mesmo que de menor porte os movimentos de luta das mulheres no Afeganistão, a realidade atual é diferente daquela em que as mulheres eram totalmente ausentadas da sociedade.


Referências consultadas:

ARAÚJO FILHO, A. F. de. Direito à cidade em pequenas cidades: leituras possíveis a partir de Ipiaçu-MG. 2019. 129 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Uberlândia, Ituiutaba, 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2019.659. Acesso em: 22/08/2021.

GLOBOPLAY. Afegã se passou por homem por dez anos para sustentar a família durante o primeiro governo do Talibã. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/9791013/. Acesso em: 22/08/2021.

TAVOLARI, B. Direito à Cidade: Uma Trajetória conceitual. 2016, p. 92 - 109. Disponível em:cidadeseducadoras.org.br/wp-content/uploads/2018/03/ Direito_a_cidade_uma_trajetoria_conceitu.pdf. Acessado em 20/08/2021.

VOGUE. Estas duas artistas arriscaram suas vidas para contar o que está acontecendo no Afeganistão. 2021. Disponível em: https://vogue.globo.com/atualidades/noticia/2021/08/estas-duas-artistas-arriscaram-suas-vidas-para-contar-o-que-esta-acontecendo-no-afeganistao.html. Acesso em 21/08/2021.


Grupo 5: Arnaldo Ferreira, Ingrid Gonçalves, João Paulo Domingues e José Maria.

Comentários

  1. Muito bom o grupo ter apresentado um tema recente, que é a retomada do poder do grupo terrorista Talibã, pois mostra um pouco da realidade que existe no Afeganistão. O Talibã impõe muitas regras radicais e estritas da lei islâmica que restringe severamente os direitos das mulheres. Essa retomada, fará muitas mulheres e a comunidade LGBTQIA+ perderem seus direitos que foram conquistados nos últimos 20 anos.

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  2. Achei interessante usarem como exemplo o caso do Talibã, já que é algo muito presente no momento atual. O movimento que as mulheres estão levantando é muito necessário, elas lutam por seus direitos e desejos defendendo os seus ideais, indo as ruas e protestando contra um regime autoritário.

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  3. Gostei muito do texto, principalmente na parte que se refere à importância de movimentos sociais. A luta por direitos moldou e continuam moldando nossa sociedade, independente de pauta, movimentos sociais possuem a capacidade de construção de diálogos, de representatividade, de compreensão e empatia com o próximo, além de serem a ponte para muitos que não possuem os mesmo privilégios de outros. Em uma época, que muitos direitos conquistados estão sendo indevidamente questionados, a luta por defesa desses direitos devem partir de cada um de nós.

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  4. No meu critério vejo muita importância o grupo trazer o tema do Afeganistão, pois é um caso atual que as pessoas estão vivendo, e muito importante retratar que as mulheres foram as ruas se manifestarem, vemos a garra, luta e coragem de enfrentar esse grupo, que no caso querem as amedrontar e deixarem elas sem fala. Mas com muita coragem elas tem os enfrentados pelos seus diretos, e isso é o movimentos social é a busca da cidadania delas.

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  5. Achei muito importante vocês trazerem como exemplo a situação do Afeganistão, que é um dos casos de mais destaque atualmente.
    Onde vemos um grupo de radicais querendo suprimir o direito das mulheres.

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  6. Interessante trazerem o caso atual do Talibã, o Afeganistão atualmente se encontra entre os 9 países que mais reprimem, negligenciam e matam os LGTBQIA+, e é interessante observar e associar a situação atual deles com o nosso país, pois analisando sobre a situação que estamos observando eles viverem, e destacando a situação do nosso país como um dos países que mais matam LGBTQIA+ no mundo com base nos dados da Secretaria de Políticas Sociais da CUT-SP, é de se assustar que situações e realidades tão diferentes, ao mesmo tempo, parecem não ser tão distantes assim.

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