O mundo digital abrindo novos caminhos para a expansão do ativismo

 

          Com a evolução da internet, o modo de comunicação também evoluiu e trouxe um espaço para compartilhar informações, opiniões, notícias, movimentos sociais, publicidade, entre outros. Com isso as redes sociais também revolucionaram essa forma de comunicação permitindo que diferentes pessoas de diversas localidades se associassem por diferentes motivos. Dessa forma, surgiu o ativismo nas redes sociais.

        O ativismo nas redes sociais é parte do ciberativismo e ocorre desde o início do século 21, marcando presença em vários movimentos sociais utilizando as redes sociais como Facebook, Instagram, YouTube, Twitter e outros, como forma de promover apoio a uma causa específica, contemplando ações online para obter suporte e organizar atos presenciais. Dessa forma, muitas pessoas de diversos grupos utilizam a internet como meio de disseminar diferentes tipos de informações.

           De acordo com informações do Relatório Digital in 2019, o  número de brasileiros com acesso à internet aumentou em 10 milhões, o que representa um crescimento de 7,2% em relação ao relatório do ano de 2018; existem 7,7% mais usuários ativos nas mídias sociais no Brasil, totalizando 140 milhões de usuários; 81% dos brasileiros com 13 anos ou mais estão ativos nas redes sociais, contra 58% em todo o mundo e 130 milhões de brasileiros estão no Facebook e 69 milhões no Instagram.

        Um exemplo desse ativismo em redes sociais no Brasil, foi quando uma iniciativa, conseguiu evitar que a Escola Municipal Friedenreich, no Rio de Janeiro, fosse demolida para a construção de um estacionamento ao lado do estádio do Maracanã, por ocasião da Copa do Mundo de 2014. A mobilização uniu crianças, professoras, mães, pais e dezenas de milhares de pessoas para salvar a 4ª melhor escola pública do Rio de ser demoliForam diversas mensagens, compartilhamentos, comentários e conscientização, incluindo telefonemas para autoridades e transmissões ao vivo das atividades realizadas na escola, até que um abaixo-assinado chegasse aos governantes. Como resultado, o colégio foi não apenas poupado, mas tombado como patrimônio público. Ao total foram 19.295 assinaturas contra o fechamento da escola, 1.700 e-mails enviados para a secretária de educação, Cláudia Costin, pedindo que ela apoiasse a luta dos estudantes e 1.954 pessoas inscritas para vigiar a escola através de câmera 24 horas.

          Desse modo, destaca-se o Ativismo Social cada vez mais forte nos meios digitais. Uma pesquisa feita por Lana e Sonya Dal Sin com 178 alunos, teve como objetivo analisar a ação deles em relação às suas postagens.Os alunos foram convidados a postarem vídeos sobre alguma história pessoal ligada a organizações sem fins lucrativos, e eles poderiam escolher se queriam de forma anônima ou não. Observou então que, os alunos que postaram seus vídeos de forma não anônima se mostraram mais dispostos a participarem e a se voluntariarem do que os outros. Alguns pesquisadores apontam como o “efeito de ativismo preguiçoso reverso”. 

         Além disso, a pesquisa apontou que, o efeito do compartilhamento público e a vontade de ser voluntário foi maior para aqueles alunos que não postavam nada relacionado a causas sociais em suas redes. Lane então sugere que, compartilhar vídeos nas mídias sobre causas sociais, pode ser uma forma de engajar jovens que não se envolvem em ações desse tipo. Conclui-se então que, o ativismo social nas mídias digitais se encontra cada vez mais presente e trazendo resultados no que diz respeito ao impacto social, abrangendo desde a divulgação e viralização de notícias ao engajamento real de pessoas para causas sociais, auxiliando uma melhora na busca por resultados dessas ações.  


Vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=ogUlk0IIGOg

https://youtu.be/D2DA4MEFEXQ?list=PLY-yQLctCY9LDiJPNJiZKDOaBp4tP7c0j

 

Referências:

 

Ativismo nas Redes Sociais: Características, impactos e exemplos. Disponível em: https://fia.com.br/blog/ativismo-nas-redes-sociais/. Acesso em: 30 ago. 2021.

Brasil: Os números do relatório Digital in 2019. Disponível em: https://www.pagbrasil.com/pt-br/insights/relatorio-digital-in-2019-brasil/. Acesso em: 30 ago. 2021.

Vitória de Friedenreich: Escola não se destrói. Disponível em: https://www.escolanaosedestroi.meurio.org.br/. Acesso em: 30 ago. 2021.

Ativismo nas redes sociais pode ser caminho para engajamento real. Disponível em: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ativismo-redes-sociais-caminho-engajamento-real

Alunos: Gabriel Vinícius Fortunato RezendeJéssica Mir Gonzaga, Laissy Alves Faria, Taís Rezende Tavares. 

Comentários

  1. Muito interessante a concepção apresentada sobre o ativismo social digital. Com isso, observamos a importância das redes sociais na disseminação da informação o que é comprovado com o exemplo da escola. As redes sociais possibilitam um maior alcance, de modo a atingir um maior contingente de usuários.

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  2. É muito importante abordar esse assunto pois ele é uma das formas de se utilizar esse universo digital para o bem, em meio a tantos problemas que ele nos causa. Hoje não é tão difícil fazer a sua parte por uma causa, os protestos, abaixo assinados, vaquinhas online e etc., surgiram para que as pessoas possam ajudar diferentes ações no próprio conforto da sua casa. Sem falar que o alcance acaba sendo maior devido à facilidade de compartilhamento e a rapidez da informação.

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  3. Penso como ser engajado em uma causa e de alguma maneira conseguir criar retenção de conteúdo e interesse sobre o assunto pode multiplicar a visão daquilo que se não fosse as mídias, não teria tanto alcance. O risco é q pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal.

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  4. Achei muito legal como o grupo trouxe uma visão diferente do assunto. Muitas vezes nos pegamos pensando quão impactante esse ativismo pode ser, em um mundo onde informações são lançadas a todo momento em sua tela. Questionamento que vai além do ativismo, quão impactante é a politica, cada anuncio, educação ou até mesmo as fake news, no meio digital.

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  5. O ativismo social não seria tão forte atualmente sem a internet. A facilidade da disseminação de informações pelas mídias sociais é muito grande, atingindo milhares e até milhões de pessoas. Porém não podemos esquecer de citar e discutir sobre fake news. Essa facilitação de informações teve seu bônus e seu ônus.

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  6. O ativismo social pela internet nunca se fez tão presentes durante a pandemia, apesar de já existir antes a momento COVID-19 se fez porta para a expansão desta modalidade onde o uso de Internet durante a pandemia cresceu e bate o número de usuários no Brasil de 152 milhões aponta pesquisa do Cetic.br. E mesmo durante a pandemia diversos ativismos sociais foram feitos, em prol de negros, política, mulheres, até mesmo de outro pais como Afeganistão com a tomada do grupo Talibã.

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