Ativismo
social e como ele se propaga
Alguns pensadores podem até dizer que a internet seria um meio no qual isolaria o indivíduo do restante da sociedade. No entanto, é notório como esse meio de comunicação teve grande importância para unir pessoas em prol de um mesmo objetivo por meio de mobilizações sociais.
A
partir disso, podemos definir como ativismo nas redes sociais sendo um conceito
que se refere a atividades que utilizam páginas das redes sociais como TikTok,
Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e outros locais para promover o apoio a
uma causa específica.
Segundo
o consultor do jornal El País, Oscar Howell-Fernández, o ativismo nas redes
sociais seriu uma representação mais ou menos exata de nossas preferências e de
nossa atividade social que se desenvolve de maneira constante e diária online,
diante de instituições públicas ou privadas, governamentais ou comerciais.
As
causas são diversas, entre elas estariam o combate ao trabalho escravo, ao
abuso infantil, igualdade de gênero, diversidade nas empresas, à crueldade
contra animais e isso vai se tornando cada vez mais possível com o auxílio das
redes sociais, caracterizando o ativismo nesses locais.
No entanto, esse ativismo pode acabar
criando “bolhas ideológicas”, como dito anteriormente pois de acordo com um estudo da revista
Sciense confirma que as pessoas constroem uma espécie de “sala de espelhos”
digital de suas próprias opiniões, e que o usuário médio das redes tem apenas
cerca de 23% de amigos com ideias políticas diferentes das suas. Além disso, os
especialistas no assunto descobriram que o Facebook e o Twitter amplificam
aquilo que, em ciência política, se chama “espiral do silêncio”: os usuários
têm medo de publicar opiniões políticas quando pensam que elas podem ser lidas
por outros com ideias diferentes. Um exemplo disso é que ano após ano o Centro
de Pesquisas Sociológicas de Madri, mostra que não mais do que 25% dos usuários
espanhóis navegam na Internet com
finalidade política.
Em
contraponto a isso, vimos que em 2010, cidadãos de vários países do Oriente
Médio foram para as ruas protestar contra os respectivos governos e
regimes políticos. Passeatas foram divulgadas em redes como Facebook e Twitter,
expandindo-se exponencialmente até o ponto em que se tornaram movimentos internacionais. Essa revolução
ficou conhecida como Primavera Árabe, teve como principal impulso o ativismo
nas redes sociais. Sem esse meio de comunicação, dificilmente as pessoas teriam
tido acesso à informação, de modo que as manifestações seriam mais esvaziadas.
Também
podemos citar outro momento de ativismo online ocorrido em 2013 no Brasil.
Muitas pessoas foram para as ruas protestar contra o governo na época
questionando o aumento do preço das passagens do transporte público urbano.
Graças as redes sociais as pessoas começaram a ter mais interesse, a se informar
melhor o que transformou as manifestações em algo muito amplo, agregando
sentimentos de insatisfação.
De forma negativa, vimos que em 2016, os Estados Unidos observaram a utilização negativa das redes sociais como uma forma de ativismo online. Donald Trump que era candidato à presidência contou com o auxílio de centenas de páginas conservadoras no Facebook. Trump e as páginas cresceram exponencialmente ao utilizar táticas de disseminação de notícias falsas, as famosas fake news.
Contudo, percebemos que o ativismo online com a propagação de acesso à internet e a meios como smartphones, tablets entre outros fez com que cenários e situações pudessem ser ampliadas com uma disseminação orgânica absurda fazendo com que muitas situações ganhassem muito mais destaque, isso de forma negativa ou positiva.
Na sua visão como
esse cenário é visto? O que poderia ser visto para controlar as fakenews? Com
essa situação de pandemia onde as redes sociais estão cada vez mais em
utilização, como você enxerga o que fica apenas no digital e o que se amplia
para o mundo real?
Ceres Silva, João Paulo Corrêa, Pedro Ranza, Vinicius Sasso.
REFERÊNCIAS
Ativismo nas Redes Sociais: Características, impactos e exemplos. Disponível em: < https://fia.com.br/blog/ativismo-nas-redes-sociais/#:~:text=O%20ativismo%20nas%20redes%20sociais%20%C3%A9%20parte%20do%20ciberativismo%2C%20que,atos%20presenciais%2C%20como%20as%20manifesta%C3%A7%C3%B5es.>. Acesso em 01 de set. de 2021
DE COA, Camilla de Freitas. Ativismo de sofá? Como as redes sociais podem ajudar a mudar o mundo. Uol, 2021. Disponível em <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/03/31/ativismo-de-sofa-como-as-redes-sociais-podem-ajudar-a-mudar-o-mundo.htm> . Acesso em 01 de set. de 2021
CALVO, Javier. Quando as redes sociais favorecem um
“ativismo preguiçoso”. El País,
2015. Disponível em <https://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/31/internacional/1433106323_876086.html>.
Acesso em 02 de set. de 2021
VÍDEOS
https://www.youtube.com/watch?v=CEweqEjIoTE
https://www.youtube.com/watch?v=hfQFBmG-Ry0

De acordo com o que foi apresentado, percebemos a importância que o ativismo nas redes sociais possui nos dias de hoje e a liberdade que as pessoas possuem para se expressarem, comentar sobre direitos, assuntos públicos e opiniões diversas. Um ponto interessante abordado pelo grupo, foi a questão das fake news, que são disseminadas frequentemente nas redes sociais.
ResponderExcluirEm relação ao tema, vimos que o grupo pontuou bem sobre o tema, trazendo pontos negativos e positivos, sobre o ativismo nas redes sociais. Vimos que em diversos momentos as pessoas não sabem utilizar uma ferramenta tão boa que é a internet. Infelizmente esse controle não conseguimos fazer, pois existem muitos perfis fake e não é possível uma punição. Mas se cada um fizer sua parte, ter conciência do que está fazendo, era necessário para termos uma rede social melhor e com mais pontos positivos.
ResponderExcluirAdorei o tema abordado. As redes sociais são ferramentas capazes de nos conectar e possuem muitos pontos positivos, em contraparte elas também são capazes de nos controlar.
ResponderExcluirQualquer pessoa tem a oportunidade de alcançar um grande número de pessoas com uma facilidade fenomenal, dando aos maus agentes as ferramentas para semear inquietação e alimentar divisões políticas. O número de países com campanhas de desinformação política nas redes sociais dobrou nos últimos.
E quando nós caímos em um algorítimo a tendência é permanecer nele. 64% das pessoas que aderiram a grupos extremistas no Facebook fizeram isso porque os algoritmos os conduziram até lá. Hoje diversos estudos apontam como as redes sociais são ferramentas que potencializaram a divisão politica que vemos hoje.
Fora os diversos problemas relacionados a saúde mental que tiveram grande aumento devido ao uso excessivo de redes sociais.
Na minha visão esse cenário é muito problemático, as organizações que controlam as redes sociais deveriam criar mais regras e métodos para controlar as informações compartilhadas. O problema é que essas organizações nos tem como produto, então, quanto mais usamos essas ferramentas melhor para eles monetizarem com os anúncios que encaixam com o nosso ''perfil de usuário'', sendo assim, a preocupação maior não é controlar a informação disponível, mas sim em fazer com que cada vez mais pessoas acessem as redes sociais por horas e horas...
Muito bem pontuado pelo grupo, a internet não é usado apenas para o bem, são inúmeros os casos negativos.
ResponderExcluirAcho que um dos casos que consigo lembrar é do jogo da baleia azul que tinha como objetivo final fazer jovens se suicidarem.
Então creio que a Internet é uma ferramenta muito poderosa tanto para o bem quanto para o mal, assim como dito pelo grupo é notável que as pessoas se juntam a outras na Internet muitas vezes com mesmos discursos de ódio para atacar uma pessoa ou um grupo de pessoas.
Legal terem trago em como o ativismo nas redes sociais também influência para o negativo, e principalmente terem trago as Fake News como um ponto, pois ao meu ver, o mesmo se ocorreu no Brasil em 2018 nas eleições do Brasil, onde se via notícias sobre "kit gay" para alunos de 6 anos em escolas, e que favorecem a eleição do atual presidente do Brasil, que inclusive foi ordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral que fossem apagados da Internet os vídeos de Bolsonaro que falam sobre a distribuição desse livro, porque “geram desinformação e prejudicam o debate político”. Acredito que essa parte negativa do ativismo nas redes, se dá devido a uma falta de conscientização sobre a veracidade das informações por parte de pessoas que não possuem muito contato com a internet, sendo um dos principais pontos negativos que esse tema traz depois dos positivos. Devido a isso, acho que deveria existir um melhor meio de controlar a veracidade das informações postadas na internet, para que a desinformação não influencie debates importantes com notícias falsas.
ResponderExcluirMuito bom os pontos trabalhados. É interessante ressaltar a facilidade e proximidade que as redes sociais trouxeram, afinal é possível se conectar, compartilhar noticias/conhecimentos com todo o mundo internacional, além de propiciar um ambiente para discussões sobre pontos de vistas, causas sociais e ideologias. Todavia, precisamos sempre lembrar os malefícios desse ativismo, a internet hoje é considerada terra de ninguém, então ao mesmo tempo que ela permite a defesa de uma causa social, muitas pessoas não medem palavras para machucar o próximo, ocorrendo vários relatos de preconceito, racismo, xenofobia, machismo... entre muitos outros.
ResponderExcluirRealmente existem pontos positivos e pontos negativos no uso da internet. A internet tem inúmeras vantagens e informações, mas muitas dessas informações podem ser erradas, como por exemplo as fake news. Mas eu acredito que as redes sociais são muito boas para exercer o ativismo digital, principalmente nesse tempo de pandemia.
ResponderExcluirÉ interessante que a internet pode ser uma ferramenta incrível de exposição de pontos de vista e de discussão, conhecimento de novas informações, mas ao mesmo tempo pode se tornar uma bolha, uma polarização muito grande de opiniões, o que pode distorcer um pouco do objetivo principal de uma discussão.
ResponderExcluirEsse tema mostra muito do que estamos vivenciando nesse momento de pandemia, as pessoas muito mais conectadas expondo suas opniões e se comunicando mais em forma de grupos distintos, trazendo à luz temas pouco explorados pela mídia e reforçando as atividades presenciais, como protestos.
ResponderExcluirÓtimo texto! Eu também vejo o cenário da informação digital como uma dimensão de polos positivo e negativo. O acesso à informação digital de fato contribuiu com a maior adesão à movimentos e causas importantes. O problema é que essa inclusão chegou antes da educação, gerando grandes problemas, como uma pandemia imbatível de fake news e o aumento de grupos extremistas, como neonazistas e jihadistas. Acredito que para combater as fake news, deve haver uma cooperação absurda entre o estado, a academia, organizações e as empresas e startups do ramo de infotech, em uma ação que encontre a origem das fake news e aplique punições severas aos responsáveis.
ResponderExcluirA liberdade que as redes sociais nos dá é imensa, muitas pessoas gostam de expressar o seu pensamento, outras já preferem ficar “invisíveis” por medo de algum julgamento. Porém, é muito importante falarmos a necessidade de nos posicionar sobre assuntos (relevantes), pois como citado, vários eventos de protestos apenas em um país, conseguiram uma mobilização internacional graças a internet e as redes sociais.
ResponderExcluirComo bem discorrido pelo grupo, realmente a internet se tornou uma grande ferramenta de ativismo, e incrível imaginar isso a anos atrás quando não tinha internet e tudo funcionava de uma forma física, hoje coma internet temos mais ferramentas para expressão.
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