Ciberativismo e a tendência de uma nova geração

 

O ativismo nas redes sociais pode até parecer algo novo, mas já vem marcando presença desde o início do século 21. Diante da possibilidade de se manifestar a partir de alguns cliques, cidadãos, movimentos sociais, grupos diversos e até partidos políticos vêm usando esse tipo de plataforma na internet como ferramentas para disseminar diferentes tipos de informação. A finalidade dessas ações também é bastante diversa, podendo atender tanto a interesses democráticos, como o direito à informação e liberdade de expressão, quanto à propagação de fake news e manipulação da opinião pública.

Se, antes, a disseminação de informações dependia do suporte de meios de comunicação e mídia de massa, após o fenômeno da popularização da internet, sua propagação pode ser feita a partir de qualquer dispositivo conectado à rede. Essa dinâmica quebrou a lógica de transmissão, realizada de poucos para muitos, abrindo espaço para processos de compartilhamento de todos para todos. Dessa forma, mesmo pequenos grupos ou indivíduos podem ganhar voz no cenário internacional, fazendo denúncias e colocando assuntos pouco conhecidos na pauta do dia. Foi o que aconteceu durante a Primavera Árabe, movimento que teve início em 2010 e desencadeou a deposição e renúncia de diversos ditadores após a divulgação de práticas opressoras e más condições de vida da população. Twitter, Facebook e Youtube foram empregados para mostrar ao mundo informações censuradas por governos autoritários e a mídia oficial de nações como Tunísia, Irã e Egito.

Há alguns anos, era comum ouvir referências ao ativismo nas redes sociais como um “ativismo de sofá” – aquele que exige poucas interações e raramente tem desdobramentos no mundo real. Contudo, essa percepção vem se alterando à medida que as redes sociais ganham espaço no dia a dia dos indivíduos, fazendo com que causas pequenas tomem proporções consideráveis, conquistando o apoio de famosos e lideranças relevantes. 

Parte do ciberativismo, essa prática deve continuar aumentando por todo o mundo, em especial nos países que concentram usuários do Instagram, WhatsApp, Facebook, Youtube, entre outras plataformas populares. Ao simplificar o apoio a causas relevantes, o ativismo digital facilita a adesão de grupos distintos, trazendo à luz temas pouco explorados pela mídia e reforçando as atividades presenciais, como protestos.

Referências

Queiroz, Eliani de Fátima Covem. Ciberativismo: a nova ferramenta dos movimentos sociaisDesenvolvimento em Questãov. 7, n. 1, p. 2-5, 2017. DOI: 10.18224/pan.v7i1.5574

Disponível em: http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/panorama/article/view/5574. Acesso em: 17 set. 2021.

Grupo 2

Comentários

  1. Muito bom o texto! É importante ressaltar que essa facilidade de comunicação e interação que temos hoje com a internet é bom e ruim ao mesmo tempo. Ruim por facilitar a propagação de fake news, relações líquidas, intensificação do preconceito já que a internet é "terra de ninguém" entre outros fatores. Todavia, como o texto trouxe muito bem, também temos que ver o lado bom, como a possibilidade do ativismo social na internet (Ciberativismo) onde grupos pequenos conseguem alcançar grandes números de pessoas e defender suas lutas, buscando diminuir a desigualdade da sociedade e defendendo causas socias como a luta contra o assédio, violência contra a mulher. Um exemplo essa semana que viralizou graças a internet, onde várias pessoas apoiaram e compartilharam a situação foi um vídeo de uma mulher que estava andando de bicicleta na rua com roupas de academia e um carro passou e a assediou, além da mulher cair no chão devido ao contato físico abusivo. No vídeo fica claro que ela poderia ter machucado feio com a situação. Essas situações precisam ser compartilhadas e causar impacto nas pessoas para que aos poucos podemos melhorar o mundo em que vivemos.

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  2. O ciberativismo vem sendo cada vez mais constante nos últimos tempos, e apresenta debates importantes em diversos assuntos tão presentes na atualidade. Pequenos grupos ganharam mais voz e um alcance maior justamente pelo acesso às ferramentas digitais e redes sociais pela popularização da internet. O grande problema do chamado "ativismo de sofá" como mencionado no texto, são os "ignorantes virtuais" que não buscam a informação em sua fonte, ou tomam o cuidado de pesquisar sua origem, e acabam tomando pra si opiniões de terceiros não se preocupando com a veracidade pelo simples fato de concordar com o que está sendo dito. Pessoas fazem julgamentos a partir de dados rasos ou por uma simples imagem. Temos ferramentas poderosas à nossa disposição e que podem fazer muita diferença em qualquer defesa de opinião ou ativismo de qualquer natureza, o que não podemos esquecer é que uma plataforma jamais será mais inteligente do que nós na construção de opiniões inteligentes, e não podemos permitir que nossa opinião própria seja terceirizada. Infelizmente isso vem acontecendo bastante!

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  3. Com os meios de comunicação cada vez mais em alta. Todos tem um poder muito maior de voz sobre diversas causas e o alcance é cada vez maior. Devemos ser conscientes que isso nos dá um grau de responsabilidade muito maior do que postamos e divulgamos. Pois muitas coisas alcançam uma dimensão muito maior e publicar verdade ou mentira pode enaltecer ou prejudicar muita gente e uma vez postado e compartilhado, aquilo ganha uma proporção tão grande que dificilmente será possível corrigir uma coisa que talvez já tenha um alcance grande.

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