Economia solidária: origem, conceito e papel no Brasil

 



Já ouviu falar de economia solidária? É provável que sim, mas antes de abordarmos melhor esse conceito, vamos contar um pouco sobre a sua origem. 

É apontado que o termo surgiu durante a Primeira Revolução Industrial na Grã-Bretanha. Foi uma reação dos artesãos que perderam seus empregos para as máquinas à vapor e na passagem do século XVIII para o século XIX surgiram os primeiros sindicatos e as primeiras cooperativas. Porém, a prática da economia solidária já acontecia muito antes desta data, pois nos baseando nos movimentos econômicos fundados na solidariedade, reconhecemos práticas solidárias milenares.

A economia solidária vem ganhando destaque na mídia nos últimos anos e nada mais é do que o nome dado ao conjunto de atividades econômicas, seja de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito organizadas sob a forma de autogestão. A Economia Solidária tem a pretensão de diminuir a desigualdade na sociedade, logo, é uma forma de economia colaborativa ao invés de competitiva. Só pode ser concretizada se houver plena igualdade entre todos que se unem para produzir, consumir, comerciar ou trocar, pensando nisso, a Economia Solidária visa a união entre iguais em vez do contrato entre os desiguais. No conceito, não existe competição entre os sócios. Caso a cooperativa precise de diretores, estes são votados diretamente e se a cooperativa conseguir acumular capital, a divisão do lucro é igual entre todos os participantes. 

Mesmo com a igualdade entre os participantes e cooperação entre as cooperativas, é inevitável que uma tenha o desempenho melhor que a outra. Por isso, de tempos em tempos, deve acontecer uma nova equiparação entre elas por meio de incentivos do governo ou linha de crédito. Por fim, as decisões importantes sempre são tomadas em assembleias pelos sócios, utilizando o princípio que “cada cabeça é um voto” não importando o cargo ou posição que o sócio ocupa na organização.

No Brasil, o aumento deste modelo de negócio deve-se à diferentes fatores como o desemprego, o êxodo rural e a constante exclusão. Nos últimos anos, notou-se a Economia Solidária brasileira, muito mais do que organizações isoladas, mas como um movimento. A criação da Política Nacional da Economia Solidária auxilia e regulamenta o desenvolvimento de mais empreendimentos no modelo de Economia Solidária para que sejam verdadeiramente solidários, pois os empreendimentos precisam cumprir uma série de requisitos para entrarem na PNES. 

Mas como acontece frequentemente em nosso país, encontraram uma forma de burlar o sistema para ter vantagens ilegais. Por se tratar de um modelo de negócio em que não existem funcionários, apenas sócios, os pagamentos não são obrigados a pagar nenhum direito trabalhista de uma contratação formal. Portanto, os empresários criam falsas cooperativas e diminuem quase pela metade o seu gasto com salários, retirando apenas os direitos trabalhistas adquiridos. Para combater essa ilegalidade, existe um projeto de lei para exigir das cooperativas o pagamento dos direitos trabalhistas básicos para os sócios, assim diminuiriam as cooperativas de fachada e aumentaríamos o desenvolvimento da Economia Solidária no Brasil.

GRUPO 3

  • Amanda Cristina Corrêa Vaz
  • Artur Rodrigues de Moura
  • Bruna Monte Duarte
  • Bruno Augusto Gomes Ramos

Referências:

Economia Solidária. Cooperativa Central de Apoio ao Sistema Ecosol no DF. Disponível em: https://www.ecosolbasebrasilia.com.br/index.php/economia-solidaria/videos/

Economia solidária? O que é? Cenpec. Disponível em: https://www.cenpec.org.br/oficinas/economia-solidaria-o-que-e

O que é Economia Solidária? Aventura de Construir. Disponível em: https://aventuradeconstruir.org.br/o-que-e-economia-solidaria/

O que é Economia Solidária? eCycle. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/economia-solidaria/

Comentários

  1. É importante que o conceito de economia solidária ganhe destaque na mídia, justamente pensando na diminuição da desigualdade na sociedade. Mas é triste pensar que em nosso país é comum burlar o sistema para ter vantagens ilegais em cima disso.

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  2. A economia solidária vem se ampliando a cada dia mais, infelizmente como citado pelo grupo sempre tem aqueles que tentam se aproveitar de vantagens ilegais e criam cooperativas de fachada para diminuir suas obrigações e terem mais lucro, por isso a fiscalização deve ser mais rigorosa a fim de acabar com essas ilegalidades

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  3. É muito interessante a forma democrática que a economia solidária tem entre seus participantes, muito diferente do regime capitalista empresarial que visa antes de tudo, lucro para os donos.
    O que podemos observar como mais relevante dessa iniciativa é como esse resultado do trabalho coletivo é dividido entre todos e reinvestido na própria comunidade, assim criando oportunidades mais igualitárias o que da mais força para o movimento.
    Concordo com o que a Taís disse acima, infelizmente, como vemos frequentemente em nosso país, nossos sistemas são facilmente burlados e cada vez mais, vemos empresas e empresários se livrando de cumprir com seus deveres trabalhistas ou utilizando os deveres como uma estratégia que traga retorno monetário.

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  4. Muito interessante o conceito de economia colaborativa apresentado. Em países subdesenvolvidos e com altos índices de desigualdade social, ela se faz mais ainda necessária. É realmente uma pena que há pessoas que utilizam de má fé leis e benefícios que deveriam ter outros fins, e é consequência da cultura da corrupção presente na sociedade brasileira.

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  5. Se todos pensassem dessa maneira, buscando a prosperidade de todos em detrimento do lucro de poucos, estaríamos vivendo bem melhor. E é muito triste, como os colegas acima pontuaram bem, que alguns ainda se aproveitam de brechas para tirar vantagem de tudo.

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  6. Muito bom a forma como foi abordado o assunto. Com principios em autogestão, solidaridade e cooperação, a economia solidaria se torna uma alternativa que é inovadora tanto na geração de emprego e também na inclusão social. Um ciclo que beneficia quem produz, quem vende e além disso pode contrbuir para a troca de bens e serviços.

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  7. Interessante a maneira que o grupo trouxe, apresentando como a economia solidária esta presente na mídia, trazendo qual o foco da economia solidaria que é buscar retrair a a desigualdade presente no mundo, modificando a troca de bens e serviços.

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  8. Sempre haverá uma mente mal intencionada para tirar proveito de quem realmente está bem intencionado na execução dessas atividades. É duro pensar assim, mas com o passar do tempo, sempre tenho o pé atrás com o que o outro pode estar projetando e criando, mesmo que não haja "safadeza" nas ideias.

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